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4103417 Ano: 2026
Disciplina: Enfermagem
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Pref. Mazagão-AP
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ESTUDO DE CASO INTEGRALIZADO
Um paciente do sexo masculino, 32 anos, vítima de colisão automobilística em rodovia federal é admitido no pronto-socorro de hospital terciário às 19h40min, trazido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
À admissão, apresenta-se inconsciente (Escala de Coma de Glasgow = 7), com respiração irregular, frequência respiratória de 10 irpm, saturação de O₂ de 86% em ar ambiente, pressão arterial de 80x50 mmHg e frequência cardíaca de 132 bpm. Observa-se trauma cranioencefálico com laceração frontal, tórax com expansibilidade reduzida à direita, fratura exposta de fêmur esquerdo e abdome distendido.
A equipe inicia atendimento conforme protocolo sistematizado, priorizando a avaliação primária baseada no ABCDE do trauma. Realiza-se estabilização cervical com colar rígido, oferta de oxigênio suplementar e preparo para via aérea avançada. Durante a avaliação, identifica-se murmúrio vesicular abolido à direita, sugerindo pneumotórax hipertensivo, sendo indicada toracocentese de alívio imediata.
Simultaneamente, são obtidos dois acessos venosos calibrosos para reposição volêmica com cristaloides aquecidos e hemoderivados, considerando hipótese de choque hipovolêmico hemorrágico. O paciente é encaminhado para sala de emergência, onde se procede à intubação orotraqueal sob sequência rápida, monitorização multiparamétrica e coleta de exames laboratoriais.
No decorrer da assistência, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) é acionada para orientação quanto às medidas de precaução padrão e específicas, considerando fratura exposta e necessidade de procedimento invasivo. A equipe reforça higienização das mãos, uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e técnica asséptica rigorosa na manipulação de dispositivos invasivos.
Após estabilização inicial, o paciente é encaminhado ao centro cirúrgico para abordagem das lesões internas. A vigilância epidemiológica hospitalar registra o caso como trauma de causa externa, notificando conforme protocolo institucional e diretrizes do Ministério da Saúde.
A assistência de enfermagem se mantém fundamentada nas diretrizes do Suporte Avançado de Vida no Trauma (Advanced Trauma Life Support – ATLS) e nas recomendações de controle de infecção relacionadas à prevenção de Infecções Relacionadas.
Com base neste estudo de caso integralizado responda as próxima questão.
Analise as assertivas abaixo relacionadas ao choque hipovolêmico no trauma e a seguir, aponte a alternativa CORRETA.

I. A taquicardia e a hipotensão arterial são sinais clínicos compatíveis com choque hemorrágico.
II. A reposição volêmica deve ser iniciada preferencialmente por acessos venosos calibrosos periféricos.
III. A administração indiscriminada de grandes volumes de cristaloides, sem controle da fonte hemorrágica, pode agravar o quadro clínico.
 

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