A política de saúde mental brasileira é resultado da mobilização de usuários, familiares e trabalhadores da saúde, iniciada
na década de 1980, com o objetivo de mudar a realidade dos manicômios onde viviam mais de 100 mil pessoas com
transtornos mentais. O movimento foi impulsionado pela importância que o tema dos direitos humanos adquiriu no combate
à ditadura militar e alimentou-se das experiências exitosas de países europeus na substituição de um modelo de saúde
mental baseado no hospital psiquiátrico por um modelo de serviços comunitários com forte inserção territorial, que motivou
um projeto, coletivamente produzido, de mudança do modelo de atenção e de gestão do cuidado: a Reforma Psiquiátrica.
A partir daí, iniciou-se a desinstitucionalização de moradores de manicômios criando serviços de atenção psicossocial para
realizar a (re)inserção de usuários em seus territórios existenciais.
A atenção às pessoas com transtornos mentais passa a ser a garantia do pleno exercício de sua cidadania e não somente o controle de sua sintomatologia.
Vários dispositivos foram criados e, também, instrumentos para avaliação e acompanhamento dos indivíduos com necessidades em saúde mental, um deles, o projeto terapêutico singular, pode ser definido como uma estratégia de cuidado que articula um conjunto de ações resultantes da discussão e da construção coletiva de uma equipe multidisciplinar e multiprofissional, que leva em consideração as necessidades, as expectativas, as crenças e o contexto social da pessoa ou do coletivo para o qual está dirigido.
A utilização do projeto terapêutico singular como dispositivo de intervenção desafia a organização tradicional do processo de trabalho em saúde, pois pressupõe a necessidade de maior articulação interprofissional e a utilização de reuniões de equipe como um espaço coletivo sistemático de encontro, reflexão, discussão, compartilhamento e corresponsabilização das ações com a horizontalização dos poderes e conhecimentos.
Sobre esse dispositivo, projeto terapêutico singular, deve-se afirmar que:
A atenção às pessoas com transtornos mentais passa a ser a garantia do pleno exercício de sua cidadania e não somente o controle de sua sintomatologia.
Vários dispositivos foram criados e, também, instrumentos para avaliação e acompanhamento dos indivíduos com necessidades em saúde mental, um deles, o projeto terapêutico singular, pode ser definido como uma estratégia de cuidado que articula um conjunto de ações resultantes da discussão e da construção coletiva de uma equipe multidisciplinar e multiprofissional, que leva em consideração as necessidades, as expectativas, as crenças e o contexto social da pessoa ou do coletivo para o qual está dirigido.
A utilização do projeto terapêutico singular como dispositivo de intervenção desafia a organização tradicional do processo de trabalho em saúde, pois pressupõe a necessidade de maior articulação interprofissional e a utilização de reuniões de equipe como um espaço coletivo sistemático de encontro, reflexão, discussão, compartilhamento e corresponsabilização das ações com a horizontalização dos poderes e conhecimentos.
Sobre esse dispositivo, projeto terapêutico singular, deve-se afirmar que: