Eletricidade e poluição do ar Nuvens, relâmpagos e trovões talvez estejam entre os primeiros fenômenos naturais observados pelos humanos préhistóricos. Passados séculos, no entanto, a ciência ainda não tem um modelo definitivo para explicar como uma nuvem de
tempestade se torna eletrificada. Nos últimos 50 anos, evidências têm mostrado que esse processo ocorre por meio de colisões entre pedras de granizo e cristais de gelo no interior das nuvens, dependendo a carga elétrica adquirida por ambos de vários fatores, entre eles, a temperatura e a quantidade de água nas regiões onde ocorrem os choques.
Mais recentemente, estudos mostraram que uma atmosfera poluída, como a resultante de queimadas, pode modificar o modo como a nuvem se torna eletricamente carregada, levando a alterações nas características dos relâmpagos. O Brasil tem participado efetivamente dessas pesquisas.
W. A . Fernandes, O. Pinto Jr. e I. R. C. A. Pinto. Eletricidade e poluição do ar: como as queimadas afetam as nuvens de tempestades e os relâmpagos. In: Ciência Hoje, n.º 252, v. 42, set./2008, p. 18 a 23 (com adaptações).
Considerando as informações apresentadas no texto, julgue os itens de 47 a 53.
Considere que as pedras de granizo presentes no interior de uma nuvem estejam à temperatura de -10 ºC e sejam compostas unicamente de moléculas de água. Considere, ainda, que essa nuvem seja constituída também de água líquida à temperatura de 10 ºC. Nesse caso, para a formação de uma nova pedra de granizo a partir de 1,0 g de água líquida, inicialmente, à referida temperatura, a quantidade de calor a ser retirada da nuvem, vista como um subsistema termodinâmico que está sob determinada pressão P atm, é superior a 400 kJ, considerando-se os seguintes calores específicos e latentes da água, a essa pressão: calor de condensação igual a
3,33 × 105 J . kg-1 , calor específico da água líquida igual a 4.186 J . kg-1 . ºC-1; calor específico do gelo igual a 2.100 J . kg-1 . ºC-1.