Sobre o rastreio de lesões precursoras do câncer do colo do útero, esta(ão) CORRETA(S) apenas a(as) alternativa (as):
I- O rastreamento em mulheres com menos de 25 anos com vida sexual ativa tem impacto na redução da incidência e/ou mortalidade por câncer do colo do útero. a incidência do câncer do colo do útero em mulheres até 24 anos apesar de ser muito baixa, a maioria dos casos é diagnosticada no estádio I e o rastreamento é eficiente para detectá-los.
II- Na atual nomenclatura citológica brasileira, a adequabilidade da amostra é definida como satisfatória ou insatisfatória. A presença de células metaplásicas ou células endocervicais, representativas da junção escamocolunar (JEC), tem sido considerada como indicador da qualidade da coleta, pelo fato de essa coleta objetivar a obtenção de elementos celulares representativos do local onde se situa a quase totalidade dos cânceres do colo do útero.
III- Gestantes têm o mesmo risco que não gestantes de apresentarem câncer do colo do útero ou seus precursores. O achado destas lesões durante o ciclo grávido puerperal reflete a oportunidade do rastreio durante o pré-natal. Apesar de a junção escamocolunar no ciclo gravidicopurperal encontrar-se interiorizada na ectocérvice, na maioria das vezes, o que dispensa coleta endocervical.
IV- Mulheres na pós-menopausa, sem história de diagnóstico ou tratamento de lesões precursoras do câncer do colo uterino, apresentam baixo risco para desenvolvimento de câncer. O rastreamento citológico em mulheres na menopausa pode levar a resultados falso-positivos causados pela atrofia secundária ao hipoestrogenismo, gerando ansiedade na paciente e procedimentos diagnósticos desnecessários. Mulheres no climatério devem ser rastreadas de acordo com as orientações para as demais mulheres; e, em casos de amostras com atrofia ou ASC-US, deve-se proceder à estrogenização local ou sistêmica.
V - Não há indicação para rastreamento do câncer do colo do útero e seus precursores em mulheres sem história de atividade sexual, independente de idade.