“Por promover a união improvável entre o conhecimento tradicional de grupos amazônicos e as modernas técnicas de mapeamento por satélite, um antropólogo brasileiro acaba de receber um prêmio de US$ 100 mil da Fundação Ford, sediada nos EUA. [...] O projeto do grupo, batizado de ‘Nova Cartografia Social da Amazônia’, ensina indígenas, quilombolas e outros grupos tradicionais a empregar o GPS e técnicas modernas de georreferenciamento para produzir mapas artesanais, mas bastante precisos, de suas próprias terras. Os mapas também ajudam a entender como essas identidades colidem com a urbanização e a expansão da Nova Fronteira Agrícola na Amazônia, e a auxiliar as comunidades a demonstrar os direitos sobre seu território tradicional.”
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br
/ambiente/913300-brasileiro-ensina-povos-da-amazonia-a-usar-gps-e-fazer-mapas.shtml.)
Acerca da terminologia “Nova Fronteira Agrícola na Amazônia”, analise as afirmativas a seguir.
I. A globalização impacta as manifestações de sociabilidade que o capital conhece e tende a fragilizar as coerências territoriais endógenas, criando novos conceitos de fronteira.
II. Na Amazônia, o crescimento da produção de grãos – soja, milho e arroz – impõe transformações técnicas do espaço territorial e suas verticalidades.
III. A “nova fronteira” refere-se às áreas onde predominam as populações cuja centralidade se manifesta com a posse da terra, onde ainda não se enraizou a sociabilidade capitalista.
IV. Tais terras correspondem, exclusivamente, às terras que ainda não se transformaram totalmente em mercadoria, cuja aquisição se faz através da grilagem.
Estão corretas as afirmativas