Os Assistentes Sociais brasileiros viveram um momento histórico no ano de 2009, ano de comemoração dos 30 anos do chamado “Congresso da Virada” que refere-se ao III CBAS, realizado no ano de 1979, constituindo-se num relevante processo de ruptura com o Serviço Social tradicional. Momento em que se começa a discutir o direito a partir de sua relação com a totalidade da vida social; do vinculo entre as lutas pela realização dos direitos e as classes sociais e; do movimento teórico-ético e político no Serviço Social frente às formas e estratégias de luta que se destinam a reivindicar direitos. A partir de então, o Serviço Social começa a entender que
I - Falar sobre direitos e sua relação com a totalidade da vida social pressupõe considerar os indivíduos em sua vida cotidiana, espaço-tempo em que as expressões da questão social se efetivam, sobretudo, como violação dos direitos.
II - A vida humana não é a mera reposição aleatória dos indivíduos ou explicitação de uma essência - natural, mas expressa, além das respostas às demandas imediatas, vínculos com a produção da vida genérica, vida essa que se caracteriza pelo fato de os indivíduos serem relacionais, diversos e interdependentes.
III - Estabelecer as relações entre questão social e direitos implica no reconhecimento do indivíduo social com sua capacidade de resistência e conformismo frente às situações de opressão e de exploração vivenciadas.
IV - A essência humana encontra-se no conjunto das relações sociais historicamente determinadas, admitindo-se que o indivíduo como ente singular e genérico, não somente partícipe de uma espécie, mas, produtor de seu gênero, determinado pelas suas múltiplas interações e pelo seu tempo histórico.
Estão CORRETAS