Em uma enfermaria de clínica médica, um paciente acamado há mais de 15 dias, com diagnóstico de acidente vascular encefálico extenso e escala de Braden com escore 9, evolui com úlcera por pressão estágio 3 na região sacral, apresentando exsudato purulento moderado, odor fétido e sinais periféricos de infecção local. A família, que é adepta de práticas terapêuticas alternativas, recusa a aplicação de coberturas impregnadas com prata e solicita que sejam utilizados apenas métodos naturais (mel, argila medicinal e curativos abertos). A instituição não possui protocolo específico para curativos avançados, e há divergência entre os profissionais quanto à autonomia do paciente e aos riscos clínicos. Considerando os princípios da boa prática clínica, as recomendações internacionais da NPUAP/EPUAP/PPPIA, o Código de Ética de Enfermagem e as normativas do SUS sobre práticas integrativas e complementares, qual conduta do enfermeiro apresenta maior densidade técnico-ética, diante da complexidade da situação?