As teorias comportamentais ou de aprendizagem da ansiedade postulam que a ansiedade é uma resposta condicionada a um estímulo específico do ambiente. Nesse contexto, analise as afirmações a seguir:
I. Estudos com humanos verificaram que, em pacientes com transtorno de pânico, os agonistas dos receptores β -adrenérgicos (p. ex., a ioimbina) e os antagonistas dos receptores α2-adrenérgicos (p. ex., oisoproterenol) podem provocar ataques de pânico frequentes e graves.
II. Um modelo de neurotransmissores para o transtorno de ansiedade se baseia no estudo da Aplysia californica, realizado pelo vencedor do Prêmio Nobel Dr. Eric Kandel. A aplysia é um caramujo marinho que reage ao perigo se afastando, recolhendo-se para sua concha e reduzindo seu comportamento alimentar. Tais comportamentos podem ser condicionados classicamente, de modo que o caramujo responda a um estímulo neutro como se fosse um estímulo perigoso.
III. O Neuropeptídeo (NPY) é um peptídeo de 36 aminoácidos altamente preservado, que está entre os mais abundantes encontrados no cérebro de mamíferos. A evidência que sugere o envolvimento da amígdala nos efeitos ansiolíticos do NPY é robusta e é provável que ocorra por meio do receptor NPY-Y1. O NPY tem efeitos contrarreguladores sobre os sistemas do CRH e LC-NE em locais do cérebro importantes na expressão de ansiedade, medo e depressão.
IV. Estudos de imagens cerebrais funcionais (IRMf) − por exemplo, tomografia por emissão de pósitrons (PET), tomografia por emissão de fóton único (SPECT) e eletrencefalografia (EEG) − de pacientes com transtornos de pânico relataram, de forma invariável, anormalidades no córtex frontal, em áreas occipitais e temporais e, em um estudo sobre transtorno de ansiedade, no giro para-hipocampal.
É correto o que se afirma em: