Laboratórios naturais de experências malsucedidas
Na década de 1950, um governante levou, da caatinga nordestina, exemplares do lagarto teiú (Tupinambis merianae ) para o arquipélago de Fernando de Noronha, com o objetivo de que comessem os ratos, trazidos pelos navios que lá aportavam. Embora aparentemente bem idealizado, o plano não deu certo: como o teiú tem hábitos diurnos e os ratos, hábitos noturnos, os dois pouco se encontravam. Os teiús passaram a predar não os ratos, mas os mabuias (Trachylepis maculata ), lagartos que existiam no arquipélago. Outra experiência malsucedida foi a introdução, em Fernando de Noronha, do mocó (Kerodon rupestris), roedor levado do interior do Piauí, em 1967, para servir de caça. Sem predadores ou competidores, sua população aumentou, e os mocós, de caça, transformaram-se em um problema. Os roedores atacam as raízes das árvores, que acabam morrendo. Esses casos mostram como, mesmo bem-intencionada, a interferência humana nos ecossistemas pode ser desastrosa.
(FAVARETTO, J.A. Biologia unidade e diversidade, 3ºano, 1ed. São Paulo:FTD. Pag. 11. 2016) (adaptado).
Tendo como referência o contexto acima e uma cadeia alimentar com quatro níveis tróficos (produtores, consumidores primários, consumidores secundários e consumidores terciários), NÃO se pode afirmar que:
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