De acordo com Eduardo Mourão Vasconcelos, a partir de meados do século XX, em países ocidentais, registra-se a tendência de reconsiderar a política de cuidado institucional para pessoas com algum problema permanente de comportamento, deficiências ou doenças. O desafio é como cuidar das pessoas recém-saídas dessas instituições. Os mais importantes princípios relativos aos direitos da clientela e à prática profissional incluem
I identificar e tentar superar as condições e dispositivos culturais, institucionais e ambientais que reproduzem o estigma e a desvalorização social dos usuários.
II criar oportunidades para prover as pessoas com chances e condições de vida o mais similares àquelas da maioria da população, rica em recursos sociais, estímulos e trocas.
III estimular o respeito às pessoas com deficiências e diferenças, abordando-as como parte das “imperfeições” e diferenças usuais de todo mundo.
IV desenvolver atitudes o menos paternalistas possível, com ênfase na liberdade de escolha e autodeterminação, sem negar o direito à dependência.
V desenvolver estratégias de empowerment, por meio do estímulo a iniciativas de auto-ajuda, defesa dos direitos e efetiva participação dos usuários em todas as instâncias do serviço.
Itens adaptados de Eduardo Mourão Vasconcelos. A proposta de empowerment e sua complexidade: uma revisão histórica na
perspectiva do serviço social e da saúde mental. In: Revista Social e Sociedade, n.º 65, mar./2001, p. 41-43 (com adaptações).
A quantidade de itens certos é igual a