A aplicação de ultrassom terapêutico evoluiu do que já foi uma abordagem de rotina para uma ciência clínica. Determinar se o ultrassom é indicado e, nesse caso, se os parâmetros de saída são adequados requer o conhecimento do tipo de tecidos envolvidos, da profundidade do trauma, da natureza e do estado inflamatório da lesão, da pele e dos tecidos que se sobrepõe na área de tratamento. Diante deste pressuposto, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. Embora alguns parâmetros de tratamento tenham sido estabelecidos, o feedback do paciente e a reavaliação da resposta aos tratamentos anteriores são a base para o ajuste dos parâmetros de tratamento. É preciso informar ao paciente sobre as expectativas e as sensações que são esperadas durante o tratamento e solicitar a ele que relate quaisquer sensações desconfortáveis incomuns ou inesperadas, tais como dor ou queimação.
II. O ultrassom só pode elevar a temperatura do tecido quando a área de tratamento é de aproximadamente duas vezes o tamanho da ERA, a tentativa de aquecer uma área maior irá aumentar significativamente a elevação da temperatura, se a dimensão dos tecidos-alvo é três vezes maior que a ERA, não é necessário dividir a área de tratamento.
III. As ondas de ultrassom podem se propagar pelo ar, portanto não é necessário um meio de transmissão para levar a energia do transdutor para os tecidos, independente do meio, se deve transmitir uma percentagem significativa do ultrassom, e a tentativa de transmitir o ultrassom através de um meio não condutivo não danifica o cristal.
IV. O ultrassom terapêutico não deve ser aplicado sobre áreas onde a circulação é deficiente, áreas isquêmicas ou áreas com déficit sensorial, pois a falta de circulação normal reduz a habilidade do corpo de dissipar o calor e pode resultar em queimaduras, um risco que aumenta na ausência de função sensorial normal.